Importação de máquinas perde impulso – Abimei
Siderurgia Brasil — Edição 79
A importação de máquinas e equipamentos cresceu 10%, ficando abaixo da expectativa de 15% estimada no início do ano pela Abimei.
Segundo uma estimativa feita pela Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos (Abimei), suas associadas devem encerrar o ano de 2011 movimentando cerca de US$ 2,4 bilhões, valor 10% superior ao do ano passado. Esse resultado é inferior ao previsto pela entidade no início do ano, que projetava um crescimento de 15% a 20%. “O ano começou bem, mas sentimos uma diminuição nos negócios a partir de outubro”, afirma o presidente da Abimei, Ennio Crispino. Em sua opinião, isso se deve ao fato de as indústrias estarem apreensivas com o possível impacto da crise na Europa sobre a economia brasileira. “Houve uma desaceleração na atividade porque ninguém sabe como o mercado vai ser comportar.” Entre os segmentos representados pela entidade, o de máquinas para corte e conformação de chapas metálicas teve o melhor desempenho este ano, com uma alta superior a 10%. Já o segmento de máquinas para transformação de plásticos manteve-se no mesmo patamar de 2010. O segmento de máquinas para usinagem ficou abaixo do esperado, provavelmente devido à capacidade ociosa existente nesse setor, que evitou novos investimentos. Segundo o presidente da Abimei, a importação de máquinas e equipamentos é uma atividade reguladora do mercado, fundamental para equilibrar a oferta no mercado nacional. “Com a opção dos importados, o empresário brasileiro consegue comparar a relação custo x benefício, o prazo de entrega e a tecnologia ao comprar uma máquina para ampliar ou modernizar o seu parque industrial”, diz Ennio Crispino, que também acha que o Brasil precisa investir em bens de capital nacionais ou importados. “A Abimei é contra a volta ao passado, como o recente aumento do IPI para carros importados e defende a desoneração de impostos nos investimentos em bens de capital e meios de produção, sejam eles nacionais ou importados. Só com um parque industrial moderno e máquinas de qualidade conseguiremos fabricar produtos competitivos internacionalmente.” Crispino considera positiva a tendência do Banco Central de baixar os juros e acredita que essa medida vai contribuir para aumentar os investimentos em produção. Para ele, o governo ainda deve ao setor uma política industrial que estimule a produção e reduza o chamado Custo Brasil, com mais investimento em infraestrutura e logística. “A perspectiva permanece indefinida e vai depender do impacto da crise nos mercados europeus. O governo parece estar atento. Se mantivermos o ritmo de crescimento e entrada de pedidos em torno de 10%, poderemos recuperar os índices de 2008”, avalia o presidente da Abimei. www.abimei.com.br
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